Tendências do setor varejista

Tendências do setor varejista: o novo consumidor e revolução tecnológica do varejo mundial

Tendências do setor varejista: o novo consumidor e revolução tecnológica do varejo mundial 600 300 Marcos Nannetti

Estamos num mundo cada vez mais complexo para o varejo, que agora é: multi-loja, multi-canal, multi-geográfico, e multi-desafiador para os varejistas.

O novo consumidor que está emergindo é muito mais inteligente, mais informado, mais conectado, mais consciente do que nunca!

Neste post você vai entendera tecnologia no varejo, o novo consumidor e como ele afeta as novas tendências do setor varejista.

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Leia também: 3 desafios e 3 soluções para aprimorar o seu varejo (seja ele físico ou online)

Tendências do setor varejista

A revolução digital colocou o mundo nas mãos dos consumidores. E eles estão fazendo uso destas informações para ganhar e receber mais valor por tudo aquilo que adquirem, sejam produtos ou serviços.

Um paradoxo interessante é que apesar da tecnologia permitir ao indivíduo acesso a um mundo novo e extraordinário, este consumidor tem usado esta tecnologia para ser cada vez mais local. Isso porque se comunica com as pessoas que ele mais gosta e são próximas. Sejam parentes, amigos ou vizinhos. E são estas pessoas que mais o influenciam em suas decisões de compra.

Esta revolução tecnológica permite que o consumidor escolha a melhor maneira de realizar suas compras. E essa é uma das tendências do setor varejista mais consolidadas.

Se antes precisávamos nos planejar para ir às compras, hoje esta decisão pode ser tomada no caminho do escritório, na hora do almoço ou até mesmo de impulso, motivada por uma propaganda bem feita.

O novo processo de compras

O processo de compra se tornou fragmentado, menos fluído, e mais interativo do ponto de vista do consumidor. Hoje ele pode comprar na loja, no computador, no celular, não existem barreiras para a informação.

Veja algumas constatações de um estudo de compras que descreve a realidade nos Estados Unidos. Elas também podem ser verdade entre as tendências de mercado no Brasil, para as classes A e B nos grandes centros urbanos:

  • “Para a maioria dos produtos que eu compro, primariamente eu busco as informações na internet e só depois que eu vou a loja fazer a compra.” 34% dos entrevistados concordam com esta frase.
  • “É essencial que o varejista tenha uma estratégia consistente em todas os seus canais de compra seja dentro da loja, no website, no catálogo de produtos, nas promoções e entregue o que está prometendo.” 44% dos entrevistados concordam com esta frase.
  • “Ainda não existe substituto para a loja física, pois nada como ver e tocar o produto ao vivo.” 50% dos entrevistados concordam com esta frase.
  • “Compro produtos que eu possa tocar, sentir e ver, pois só assim me sinto confortável para tomar a decisão de compra.” 43% dos entrevistados concordam com esta frase.

Partindo das afirmações acima, podemos afirmar que as tendências do mercado varejista mostram que a loja tradicional continua indispensável, mesmo para o novo consumidor.

Mas é importante que o varejo perceba o porque da compra física:

  • O que leva o consumidor a preferi-la?
  • Quais são os atributos que ele procura?
  • O que ele busca?

Porque, sem isto, o risco é de não entregar o necessário ao consumidor. E parece que isto já está acontecendo.

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Tendências do setor varejista tradicional

Apesar do varejo tradicional ser avaliado como “indispensável” pelos consumidores, 4 entre 10 empresas listadas como a melhor em satisfação do consumidor são empresas que só existem na internet e não possuem lojas físicas.

O que isto quer nos dizer? Que o varejo tradicional de loja não está entregando o que deveria, ou pelo menos o que é esperado pelos consumidores. E o que o novo consumidor espera do varejo tradicional?

Em primeiro lugar, segundo pesquisa feita pela Leo Burnett Group e pela ARC Worldwide, os varejistas devem se concentrar no básico, que apesar de não ser tão charmoso ainda funciona bem:

  1. produtos certos para o seu público,
  2. preço ajustado ao mercado,
  3. menor taxa de indisponibilidade de estoques possível e,
  4. serviços padronizados.

Para aqueles que já fazem o básico bem feito, o próximo passo é a criação de um diferencial conectado com as novas tenências do setor varejista.

Ele passa pela emoção, pela entrega de uma experiência de compra única, onde o consumidor possa sentir a conexão com à loja pelos 6 (seis) sentidos:

1- Design

É ter senso de estética em todos os detalhes:

  • construção da loja,
  • decoração,
  • forma como os produtos são expostos,
  • roupas dos vendedores,
  • letreiros,
  • sinalização da loja,
  • embalagens.

Tudo deve estar conectado ao conceito que está sendo proposto.

2- Estória

A loja deve contar uma estória, os consumidores devem ser informados o que aquela loja representa. Quais são seus valores, seus ideais, o que ele defende, e os funcionários devem comprar a ideia e entregar o que a marca defende.

3- Orquestração

Fazer todas as partes funcionar, como em uma boa sinfonia.

4- Empatia

Identificação com o seu cliente, entendendo suas circunstâncias atuais, seus sentimentos e motivos.

5- Enredo

Como em uma peça, tudo tem que ser divertido, criativo e dar prazer.

6- Significado

Os valores devem ser estendidos para além do momento da venda.

Acima de tudo, esta emoção pode ser melhor compreendida com a expressão: a atmosfera da loja.

Tudo deve envolver o consumidor. Ele tem que sentir o cheiro da loja, ouvir o som da loja, tatear os produtos, ver a “beleza” na loja e se possível ter o paladar da loja. E tudo isso deve fazer sentido, deve tocar o coração.

Segundo as novas tendências do setor varejista, é tudo alma e não mais a mente que está comando. Portanto, a briga agora não é mais por um pedaço da carteira do cliente, mas por um pedaço do seu coração.

Em suma o cliente quer:

  • personalização no atendimento, ser tratado como único;
  • acessibilidade a informação em qualquer lugar, seja na loja ou na internet;
  • interação no processo de compras;
  • localização, sua empresa deve fazer sentindo em sua comunidade.

Mais uma vez: compra é consequência.

Nesta nova estratégia de varejo, todos as pessoas envolvidas com a loja têm que ser respeitadas, sejam eles: clientes, fornecedores, funcionários, acionista e a comunidade que está a sua volta.

Todos são partes da mesma estratégia e devem ter os seus “direitos” atendidos, e estes “direitos” devem ser sustentáveis no longo prazo.

A tecnologia e as novas tendências do setor verejista

Agora vamos à tecnologia para o varejo!

Aqui no Brasil ainda estamos engatinhando e usando a tecnologia para resolver problemas operacionais. Enquanto isso, em outros países a tecnologia é usada como estratégia de alavancar vendas, auxiliar a loja a ganhar mercado e ou aumentar a rentabilidade.

Leia também: A tecnologia – Protagonista do novo varejo

1) RFID (Etiqueta de rádio frequência)

Essa tecnologia apoiada por uso intensivo dos bancos de dados sobre produtos e clientes promete revolucionar a maneira como o varejo trabalha.

2) Realidade Aumentada (Augmented Reality)

A conjugação das imagens, da localização GPS e dos bancos de dados sobre o lugar que você está proporciona um mundo novo de opções de serviços, propaganda e entretenimento.

Quer entender isso melhor? Então, assista a este vídeo:

3) In-Memory Data Base (Banco de dados em memória )

Com a redução do preço das memórias RAM, passa a ser possível tratar um grande volume de dados nas memórias dos computadores o que torna as consultas a banco de dados instantâneas.

4) Business Intelligence (Inteligência de negócios)

Uso cada vez mais relevante dos diversos banco de dados disponíveis. Ou seja, uso intensivo dos dados para auxiliar a tomada de decisão e facilitar a gestão das lojas.

5) Digital Signage (Sinalização Digital)

Uso intensivo de sinalização digital fazendo o cliente ficar informado e ser parte da loja. Muito boa oportunidade de ganhar dinheiro através de veiculação de propaganda de fornecedores dentro da loja.

6) Celulares Smartphones (Mobile)

As aplicações de celulares se dividem em 3 (três) grandes blocos:

  1. M-site: sites especificamente desenhados para acesso através de telefones smartphones.
  2. M-commerce: site de comércio eletrônico especialmente desenhados para smartphones, inclusive com pagamento através de celular.
  3. M-apps : aplicativos específicos que auxiliem o cliente a escolher o melhor produto para o seu caso, a guiá-lo em uma grande loja, dar cupons de desconto ou promoções específicas. Basicamente feitas nas plataformas do Iphone da Apple ou do Android da Google.

Fique atento a cada nova oportunidade de sair na frente! É muito importante seguir as tendências do mercado varejista e não ficar para trás.

Confira: TI&Varejo discute tendências no setor

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